Se fazeis o bem…

1 de julho de 2013 in Espiritualidade


 

“Se fazeis o bem e suportais o sofrimento, isto vos torna agradáveis junto a Deus.” (1Pd 2,20)

O apóstolo Pedro está explicando às suas comunidades o genuíno espírito do Evangelho nas suas aplicações concretas, referindo-se particularmente às condições e ao estado de vida de cada um.

Nesse trecho dirige-se aos escravos convertidos à fé, os quais, como todos os escravos na sociedade daquela época, tinham que suportar incompreensões e maus-tratos absolutamente injustos. Essas palavras são dirigidas, por extensão, a todas as pessoas que, em todos os tempos e lugares, são vítimas de incompreensões e injustiças por parte de seus próximos, sejam seus superiores, sejam colegas.

“Se fazeis o bem e suportais o sofrimento, isto vos torna agradáveis junto a Deus.” 

A essas pessoas o Apóstolo recomenda que não cedam à reação instintiva que poderia se manifestar em tais situações, mas que imitem o comportamento adotado por Jesus. Exorta-os antes a responder com amor, vendo também nessas dificuldades e incompreensões uma graça, ou seja, uma ocasião permitida por Deus para dar mostras do verdadeiro espírito cristão. Além de tudo, desse modo poderão conduzir a Cristo, por meio do amor, também aquele que não os compreende.

“Se fazeis o bem e suportais o sofrimento, isto vos torna agradáveis junto a Deus.”

Sempre existem aqueles que, partindo dessa frase ou de outras semelhantes, pretendem acusar o cristianismo de favorecer uma atitude de excessiva submissão, capaz de entorpecer as consciências, tornando-as menos ativas na luta contra as injustiças.

Mas não é isso que acontece. Se Jesus nos pede que amemos até mesmo aqueles que não nos entendem e que nos maltratam, isso não significa que deseja nos tornar insensíveis diante das injustiças. Pelo contrário! Ele quer nos mostrar como é que se constrói uma sociedade realmente justa. Isso torna-se possível quando difundimos o espírito do verdadeiro amor, começando nós mesmos a tomar a iniciativa no amor.

“Se fazeis o bem e suportais o sofrimento, isto vos torna agradáveis junto a Deus.”

Como podemos viver, então, a Palavra de Vida deste mês?

São muitos os modos pelos quais também nós, atualmente, podemos ser incompreendidos e maltratados: modos que vão desde as faltas de delicadeza e grosserias até às críticas maliciosas, às ingratidões e ofensas, chegando até a verdadeiras injustiças. Pois bem, também em todas essas situações devemos testemunhar o amor que Jesus trouxe à terra, amor que se dirige a todos e, portanto, inclusive a quem nos trata mal.

A Palavra de Vida deste mês ensina que, mesmo defendendo legitimamente a justiça e a verdade, nunca devemos nos esquecer de que o nosso primeiro dever, como cristãos, é amar o outro, isto é, ter em relação a ele aquela atitude nova feita de compreensão, de acolhimento e de misericórdia que Jesus teve em relação a nós. Desse modo, mesmo defendendo nossas razões, jamais romperemos o relacionamento, jamais cederemos à tentação do ressentimento ou da vingança.

E agindo assim, como instrumentos do amor de Jesus, nós também estaremos em condições de conduzir o nosso próximo a Deus.

Esta Palavra de Vida foi publicado originalmente em maio de 1990

Chiara Lubich

Fonte: www.cidadenova.org.br




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Salmo 90, 2
"Dize ao Senhor: "Sois meu refúgio e minha cidadela, meu Deus em quem eu confio".
Isaías 12, 2
"Eis o Deus que me salva, tenho confiança e nada temo, porque minha força e meu canto é o Senhor, e Ele foi meu salvador."
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