Pentecostes

27 de maio de 2012 in Espiritualidade

 

 

Jo 20,19-23: “Recebei o Espírito Santo”. (12.jun.2011)

19 Na tarde do mesmo dia, que era o primeiro da semana, os discípulos tinham fechado as portas do lugar onde se achavam, por medo dos judeus. Jesus veio e pôs-se no meio deles. Disse-lhes ele: A paz esteja convosco!   20 Dito isso, mostrou-lhes as mãos e o lado. Os discípulos alegraram-se ao ver o Senhor. 21 Disse-lhes outra vez: A paz esteja convosco! Como o Pai me enviou, assim também eu vos envio a vós.  22 Depois dessas palavras, soprou sobre eles dizendo-lhes: Recebei o Espírito Santo. 23  Àqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados; àqueles a quem os retiverdes, ser-lhes-ão retidos.

Comentando:
No Segundo domingo da Páscoa já contemplamos esta cena, que retorna, agora, no sentido de lembrarmos o 50º dia após a Páscoa. Pentecostes! A Festa das primícias da colheita do trigo (cf. Ex 34,22). Pentecostes é mencionado mais freqüentemente no Novo Testamento, onde recebe sua importância na fé e na liturgia cristãs, do evento narrado em At 2: a) a descida do Espírito sobre os discípulos; b) o dom das línguas; c) o discurso de Pedro e d) a formação da primeira Igreja cristã.
No Evangelho de João é narrado que Jesus vem sobre os discípulos e lhes diz “Recebei o Espírito Santo”, promovendo no coração de quem o recebe um novo princípio de generosa dádiva e amor, que é dom gratuito de Deus, pois o Espírito da Verdade é o Consolador.
Na cena da cruz, que contemplamos na Semana Santa, vemos Jesus, se oferecer em sacrifício, e vítima, pela nossa redenção em obediência ao Pai. Então, o que une o Pai e o Filho no sacrifício da Cruz é o próprio Espírito que procede do Pai. E, neste sacrifício Jesus recebe o Espírito Santo, unindo-se ao Pai, formando uma comunhão trinitária. Depois Ele mesmo, juntamente com o Pai, o podem dar aos Apóstolos, à Igreja e à humanidade. Desta forma Jesus consuma este sacrifício com o fogo do Amor, e o Espírito Santo como Amor e Dom desce sobre os Apóstolos.
Jesus se apresenta diante dos Apóstolos reunidos no Cenáculo, “sopra sobre eles” e diz: “Recebei o Espírito Santo. Aqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados”, como tinha preanunciado João Batista: “Ele batizar-vos-á com o Espírito Santo e com O fogo”. Com estas palavras de Jesus, o Espírito Santo é revelado e ao mesmo tempo é tornado presente como Amor que está operante no mais profundo do mistério pascal, como fonte do poder salvífico da Cruz de Cristo, como Dom da vida nova e eterna.
As palavras pronunciadas por Cristo ressuscitado, no “primeiro dia depois do sábado”, dão particular relevo à presença do Paráclito-Consolador, como Aquele que “convence o mundo quanto ao pecado, quanto à justiça e quanto ao juízo”.
A Igreja, portanto, instruída pelas palavras de Cristo, indo beber à experiência do Pentecostes e da própria “história apostólica”, proclama desde o início a sua fé no Espírito Santo, como n’Aquele que dá a vida, como Aquele que indica os caminhos que levam à união dos cristãos, ou melhor, como a fonte suprema desta unidade, que provém do próprio Deus e à qual São Paulo deu uma expressão particular, com aquelas palavras que se usam freqüentemente para dar início à Liturgia eucarística: “A graça de Nosso
Senhor Jesus Cristo, o amor de Deus Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco”. Este é o Espírito da vida, a fonte de água que jorra para a vida eterna (cf. Jo 4,14; 7,38-39); é Aquele por meio do qual o Pai dá novamente a vida aos homens, mortos pelo pecado, até que um dia ressuscite em Cristo os seus corpos mortais (cf. Rom 8, 10-11)
O tempo da Igreja teve início com a “vinda”, isto é, com a descida do Espírito Santo sobre os Apóstolos, reunidos no Cenáculo de Jerusalém juntamente com Maria, a Mãe do Senhor. O tempo da Igreja teve início no momento em que as promessas e os anúncios, que tão explicitamente se referiam ao Consolador, ao Espírito da verdade, começaram a verificar-se sobre os Apóstolos, com potência e com toda a evidência, determinando assim o nascimento da Igreja.
O Espírito Santo assumiu a orientação invisível (mas de algum modo “perceptível”) por aqueles que, depois da partida do Senhor Jesus, sentiam profundamente órfãos. Com a vinda do Espírito eles sentiram-se capazes de cumprir a missão que lhes fora confiada. Sentiram-se cheios de fortaleza. Foi isto precisamente que o Espírito Santo operou neles; e é isto que Ele continua a operar na Igreja, mediante os seus sucessores.
Com efeito, a graça do Espírito Santo, que os Apóstolos, pela imposição das mãos, transmitiram aos seus colaboradores, continua a ser transmitida na Ordenação episcopal. Os Bispos, por sua vez, depois tornam participantes desse dom espiritual os ministros sagrados, pelo sacramento da Ordem; e providenciam ainda para que, mediante o sacramento da Crisma (Confirmação), sejam fortalecidos com ele todos os que tiverem renascido pela água e pelo Espírito Santo. E assim se perpetua na Igreja de certo modo, a graça do Pentecostes.

Um dia bem feliz, na alegria do Senhor!

Fonte: http://caritatis.com.br/2011/05/27/solenidade-de-pentecostes/




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Salmo 90, 2
"Dize ao Senhor: "Sois meu refúgio e minha cidadela, meu Deus em quem eu confio".
Isaías 12, 2
"Eis o Deus que me salva, tenho confiança e nada temo, porque minha força e meu canto é o Senhor, e Ele foi meu salvador."
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